segunda-feira, 7 de maio de 2012

A arte na Idade Media


Historia e contextualidade

Arte na Idade Média iniciou-se com a queda do Império Romano no sec. V d.C e terminou com o começo do Renascimento no sec. XIV. A pintura medieval que refere- se à maior parte produzida na Europa durante um período de cerca de mil anos. Ela estava comprometida como projeto de difusão e propaganda do Cristianismo. Durante este período, foi visto que a maioria dos camponeses era iletrada, a arte foi o principal método para comunicar as idéias religiosas.
A Igreja Católica era uma das poucas instituições ricas o suficiente para remunerar a obra dos artistas, portanto utilizou a arte como forma de expansão ao cristianismo.
Desde a queda do Império Romano, muitas das técnicas artísticas desenvolvidas na Grécia Antiga foram perdidas, o que levou a pintura medieval a se predominantemente bidimensional.
 Assim, a pintura medieval refletia esta atitude. E era a fonte principal de seus temas. Estes artistas não estavam interessados em técnicas, ignorava a perspectiva, seus trabalhos eram sem relevo e faziam grande uso de símbolos para narrar histórias. Em fins do século XIII um artista italiano chamado Giotto criou um estilo realista que marcou o fim do período medieval na história da arte e o começo do Renascimento. 

 

Características:

·         Arte Românica;
·         Arte Gótica;
·         Técnica de afresco é um tipo especial de pintura mural onde o pigmento puro da cor, em forma de pó;
·         Técnica de fresco secco é pintada sobre a superfície com o revestimento já seco, fazendo sua durabilidade ser menor;
·         O colorismo emprega cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra;
·         Pinturas bidimensionais;
·         Arte sacra é obras de natureza religiosa.

 
Estilo Românico

Este estilo prevaleceu na Europa no período da Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana). Os castelos seguiram um estilo voltado para o aspecto de defesa. As paredes eram grossas e existiam poucas e pequenas janelas. Tanto as igrejas como os castelos passavam uma idéia de construções “pesadas”, voltadas para a defesa. As igrejas deveriam ser fortes e resistentes para barrarem a entrada das “forças do mal”, enquanto os castelos deveriam proteger as pessoas dos ataques inimigos durante as guerras. 
Com o estilo Românico, a Europa Ocidental pode, pela primeira vez, apresentar uma unidade artística, que apesar de ter tomado aspectos diferentes em algumas regiões, teve suas características principais mantidas. As técnicas de pinturas eram afresco e fresco secco.
O afresco é apropriado para climas secos, tendo sido muito utilizado na Itália desde o final da Idade Média. Dentre os principais pintores de afrescos estão Fra Angelico e Giotto.

 
Estilo Gótico  

O estilo gótico predominou na Europa no período da Baixa Idade Média (final do século XIII ao XV). As construções (igrejas, mosteiros, castelos e catedrais) seguiram, no geral, algumas características em comum. O formato horizontal foi substituído pelo vertical, opção que fazia com que a construção estivesse mais próxima do céu. Os detalhes e elementos decorativos também foram muitos usados. As paredes passaram a ser mais finas e de aspecto leve. As janelas apareciam em grande quantidade. As torres eram em formato de pirâmides. Os arcos de volta-quebrada e ogivas foram também recursos arquitetônicos utilizados. 
Durante este período os irmãos holandeses, Hubert & Jan van Eyck, inventaram a pintura a óleo, misturando pigmentos com óleo.
Pintores da época foram: Jan van Eyck, Hugo van der Goes, Melchior Broederlam, Master Theodoricus e Hieronymus Bosch. Para historiadores de arte o estilo gótico é dividido em três períodos: “Início do Gótico, Alto Gótico e Final do Gótico”.

 
Pintura e Escultura

Com relação às esculturas e pinturas podemos destacar o caráter didático-religioso. Numa época em que poucos sabiam ler, a Igreja utilizou as esculturas, vitrais e pinturas, principalmente dentro das igrejas e catedrais, para ensinar os princípios da religião católica. Os temas mais abordados foram: vida de Jesus e dos santos, passagens da Bíblia e outros temas cristãos. 

Arquitetura

Durante a Idade Média os templos (igrejas, catedrais) e outros edifícios tinham planta de cruz latina ou em basílica.
No estilo Românico os principais materiais utilizados para a construção de edifícios eram a pedra e o tijolo. Na altura os tetos dos edifícios eram de madeira e, por isso, havia muitos incêndios. Por esta razão, esses tetos de madeira foram substituídos por abóbadas. Devido a estas abóbadas (de estilo bizantino) as paredes tiveram de se tornar espessas para sustentar tanto peso. Para sustentá-las era necessário o uso de contrafortes em abundância. Para que os edifícios não se desmoronassem, o uso de janelas e vitrais passou a ser tão reduzido que quase não se notava os detalhes do interior dos edifícios, pelo fato de haver pouca luminosidade.
No estilo Gótico os edifícios passaram a ser mais altos, mas menos extensos. As paredes passaram a ser menos espessas e mais altas. Por isso houve uma diminuição do número de contrafortes utilizados. Devido a isto, as paredes eram rasgadas por inúmeras e enormes janelas e vitrais que, ao contrário do estilo Românico, deram uma maior luminosidade e claridade ao interior dos edifícios.

 
Teatro na Idade Média

O teatro na Idade Média descreve as peças teatrais européias que foram criadas entre a queda do Império Romano do Ocidente e o início do Renascimento. Não há uma documentação precisa deste tema dada a falta de textos remanescentes do período além da oposição do clero a algumas performances.
No início da Idade Média a Igreja Católica baniu as performances teatrais como forma de controlar os excessos do teatro romano. De qualquer modo o teatro romano se encontrava em declínio por causa das condições políticas e econômicas desfavoráveis a indústria de entretenimento que havia florescido durante o Império Romano.
Há poucos registros sobre o teatro secular neste período, sendo a maior parte dele trazido das culturas pagãs como relatado pelos clérigos que as desaprovavam. Sabe-se que havia contadores de histórias, bardos e malabaristas que viajavam em busca de audiência e apoio.

A dança na Idade Média 

Durante a Idade Média, a Igreja proibiu a dança nos templos e teve contra ela uma atitude negativa, por sua sensualidade e sua relação com os antigos ritos pagãos. Conservam-se, no entanto, testemunhos de algumas exceções, como o costume de dançar em algumas procissões e, por representações e poemas sabe-se de uma delas, a famosa dança macabra ou da morte, de caráter religioso, na qual um bailarino disfarçado de esqueleto era seguido por todo o povoado até o cemitério. Apesar da oposição da Igreja, a dança seguiu viva como forma de celebração festiva, ainda que cada vez mais afastada de seu significado ritual primitivo. Durante a Idade Média, as danças mais populares foram as carols, danças circulares, e as farândolas, dançam em fila nas quais os dançarinos, de mãos dadas, formavam um cordão humano, seguindo os movimentos de um guia; ambas eram de participação coletiva.

Música

Melodia gregoriana - A rápida expansão do cristianismo exige um maior rigor do Vaticano, que unifica a prática litúrgica romana no século VI. O papa Gregório I (São Gregório, o Magno) institucionalizou o canto gregoriano, através de uma reforma litúrgica, que se tornou modelo para a Europa católica. A notação musical sofre transformações, e os neumas são substituídos pelo sistema de notação com linhas a partir do trabalho de vários sacerdotes cristãos, sobretudo, Guido D'Arezzo (992-1050); que foi o responsável pelo estabelecimento desse sistema de notação musical de onde se originou a atual pauta musical. Foi ele, que no século XI designou as notas musicais como é conhecido atualmente, usando o texto de um hino a São João Batista (originalmente em latim), onde cada estrofe inicia com uma nota musical: anteriormente, as notas eram designadas pelas sete primeiras letras do alfabeto latino. Desse modo, as notas musicais passaram a ser chamado UT, RE, MI, FA, SOL, LA e SI. Posteriormente o nome DO substituiu o UT. O nome da nota SI formou-se das letras iniciais do último verso do hino como pode ser visto a seguir:

 
Ut queant laxis Resonare fibris Mira gestorum Famuli tuorum Solve polluti Labii reatum Sancte Ioannes
Que significa:
"Para que teus servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João."

 Notação musical: coube a Guido D' Arezzo formular o sistema atual de notação musical, a partir dos versos de um hino dedicado à São João Batista (ut, ré, mi, fá, sol, lá, si)

Instrumentos: cravo, alaúde, violas, cítara, oboé,
etc.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E massa

 
Ela é uma onda, aquele que quer rir com um humor bem legal acesse os videos de dona irene 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Murmuros


    Tanto tempo escondendo tudo o que sentia, chorava e quase enlouquecia e no momento propicio cheguei a me lamenta errei por medo de amar. No coração originou-se uma lacuna que o destroçou, que corroeu o peito, mas nao o matou.
    Os olhos pertubados vendo o sofrimento de lado, ao veste no momento feriu e arrasou sentimentos; lagrimas queimavam, mas nao proferavam o bem amado. E quando na noite mais escura os olhos cegos ficavam, a alma se sucubia e o corpo regia o sofrimento feito melodia.
       Tempos passam e a dor se fez com o fracasso e eu louco gritava o nome que era agunia. E és que tanto desaparecia, quero cicratizar todas as feridas e recompo um coração que em pedaços se fazia. A minha alma morreu sem ao menos dizer adeus, apenas murmuros do vento recordam pensamentos daquele que um dia amou.
 

sábado, 31 de março de 2012

Gota de sangue

A palavra amor virou feitice, amor um abstrato. Sabe eu não sei, mas te digo que o que eu vivi foi um sonho. Te ter é um desafio e uma lutar, te perder sera facil, te esquece é que sera dificil...
A lagrima temida se fez ferida sangue a escorre em meu corpo. Cortarei meus pulsos fazendo do sangue tinta que se tornaram palavras imortalizadas nesse simples papel que jamais se perderá, se apagará. E esta alma candida será extinta, o coração grita tornando-se os sussurros da noite á passar
Na ultima gota de sangue que em meu corpo escorrerá apenas será a reticência de uma vida que jamais foi a concretiza....

Murmuro de uma vida

São murmuros sonoletos

batidas ofegantes no coraçao

a alma escravizada

nao é tortura nem ilusao.

 

Faces de um rosto

palavras foram banais

o olhar repreendia

loucuras de quem nao foi capaz.

 

E no suspiro profundo

reminiscencia vieram no mundo

trazendo no orgulho escuro

abstratos naturais.

 

Sao concretos os fatos

o amor reprendido

fosse do passado

se tornando enganado

no futuro tao desejado!!!